Renovar a Mouraria - Associação Sociocultural

Artistas associados

RUCA FERNANDES, PADRINHO DO MOVIMENTO RENOVAR A MOURARIA

Nascido em Leiria onde viveu durante a infância e adolescência, Ruca Fernandes tem sangue de três continentes. Desta mistura Goesa, Angolana e Portuguesa nasceu uma voz que personifica a Mouraria actual.

Este fadista desde sempre ouvindo boa música: clássicos, pop/rock, música ligeira e fados tocados ao piano pelo seu pai, tornou-se um melómano. Cantava acompanhado por acordeão pelo pai em casa e em festas particulares de amigos.

Entrou para o Grupo Coral do Orfeão de Leiria onde aprendeu a cantar com alguma técnica. Começou a tocar piano de ouvido.

Cantou pela primeira vez com 10 anos a “Avé Maria de Schubert”no casamento de amigos e em Tavira ganhou uma lata de sardinhas num concurso de música por interpretar o mesmo tema à capela.

Um dia, foi a um casamento onde cantaram fado e começou a interessar-me mais por ouvir e compreender esta arte genuinamente portuguesa. Acompanhando-se com viola o primeiro fado que cantou foi a “Moda das Tranças Pretas”(o Ginguinhas…)

Em Karaokes, pessoas estranhas vinham dar-lhe os parabéns sempre que cantava um fado e bradavam:”Ah!Fadista!” Descobriu que no Bairro Alto poderia cantar no chamado fado Vadio e estreou-se em público em 2006 na “Tasca do Chico”.

Em 2007 foi apurado para a Grande Noite de Fado de Lisboa. Em 2008 foi convidado para Padrinho do Movimento Renovar a Mouraria. Recentemente gravou o seu primeiro trabalho discográfico.

SARA GUERREIRO

Sara Guerreiro nasceu em 1974 em Aveiro.

Termina a licenciatura em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa em 1998, dois anos após ter iniciado a sua colaboração no atelier do Professor Arquitecto Tomás Taveira. Durante os 10 anos dessa colaboração integra projectos como a Estação de Metropolitano das Olaias, e os Estádios do Sporting, Aveiro e Leiria.

Paralelamente participa em exposições colectivas de Artes Plásticas das quais se destacam o Festival Break21 (4º Festival Internacional de Jovens Artistas Independentes, Eslovénia, 2000) e a Bienal de Jovens Criadores da Europa e Mediterrâneo (Roma, 1999).

A Cerâmica surge em 2001 quando inicia o curso nocturno do Ar.Co, Escola de Arte e Comunicação, que frequenta até 2003. Nesse mesmo ano inicia o 1º ano do curso “Oficinas de Cerâmica” na Escola Secundária Artística António Arroio, onde também finalizou o 2º ano. Neste curso frequenta workshops tão diversas como roda de oleiro, moldes de gesso, porcelana ou impressão fotográfica em cerâmica.

Ao mesmo tempo que aprofunda os seus conhecimentos técnicos sente necessidade de desenvolver o seu trabalho pessoal e em 2004 funda, com duas colegas, o atelier “Amasso”.

Em finais de 2005 decide dedicar-se exclusivamente à Cerâmica e em Dezembro o “Amasso” inaugura a sua primeira exposição.

EXPOSIÇÕES DE CERÂMICA:

IX Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, Aveiro (Outubro)

“Festa da Cerâmica”, Caldas da Rainha

2008 - Individual de Cerâmica, Galeria dos Trigueiros, Lisboa

“O Rolo é Rei”, individual, Museu De Cerâmica, Caldas da Rainha

- Exposição/Venda Dia Internacional dos Museus, Museu Nacional do Azulejo, Lisboa

2007 - VIII Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, Aveiro

Mercado Off, Lisboa

- Colectiva de Cerâmica, Cirurgias Urbanas, Porto

- Colectiva de Cerâmica, Armazém Regimental 2, Lagos

2006 - Prémio Manuel Joaquim Afonso, Museu de Cerâmica de Sacavém, Sacavém

- “Amasso”, Mostra de Cerâmica, Atelier Amasso, Alfama, Lisboa

- Individual de Cerâmica, Armazém Regimental 1, Lagos

- Exposição/Venda Dia Internacional dos Museus, Museu Nacional do Azulejo, Lisboa

- Mundo Mix PT, Castelo de S. Jorge, Lisboa

2005 - “Amasso”, Mostra de Cerâmica, Atelier Amasso, Alfama, Lisboa

2003 - Mundo Mix PT, Parque do Calhau, Monsanto, Lisboa

- Colectiva Ar.Co, Almada

2002 - Colectiva Ar.Co, Almada

PRÉMIOS CERÂMICA:

2006 - Menção Honrosa no Concurso de Cerâmica Manuel Joaquim Afonso , Museu de Cerâmica de Sacavém

ANA MORAIS CALDAS - Joalharia Contemporânea de inspiração ibero-muçulmana

A arte islâmica absorveu a arte das grandes civilizações sassânida, grega e bizantina, antes dela própria propor novos elementos e outras diferentes estilizações.

No meu trabalho de joalharia – “Manufacturas do al-Andalus” – estes elementos estéticos do Mediterrâneo antigo, elementos carregados de significado e simbologia, são utilizados na minha recriação, sem desvirtuar as raízes do nosso património cultural, acrescentando novas possibilidades de expressão artística.

As peças em prata de uso pessoal – brincos, colares, pendentes, alfinetes, anéis, braceletes e caixas/relicários – recebem a sua designação a partir da poesia luso-muçulmana, hispano-muçulmana e poesia sufi - emanando ideais de Paz e Harmonia, cada vez mais indispensáveis no mundo de hoje.

A utilização de pedras semi-preciosas e de outros materiais, o recurso a técnicas ancestrais e contemporâneas da joalharia, reforçam a genuinidade de cada peça que desenho e executo.

A minha Joalharia exprime a Universalidade materializada nas suas formas femininas e poéticas; este é o meu contributo para a União, a preservação e a sustentabilidade do legado que herdámos.

Outro elemento que utilizo é a arquitectura do morábito existente em Portugal, noutros países muçulmanos, e inclusivamente na Índia. O santuário cúbico com cúpula em meia esfera serviu os meus propósitos na elaboração de um “Tesouro Ibérico” em couro moldado, com aplicações de prata no fecho e dobradiça, pegas em ágata e prata, assim como no próprio morábito em miniatura, que encima esta caixa-relicário. Sobre a porta de entrada principal do morábito encontra-se gravado o primeiro verso, em árabe, de um poema do poeta sufi Ibn al Arabi (Múrcia, 1165-Damasco,1240) e, sobre a outra porta, está a sua tradução:”O meu coração abriu-se a todas as formas”.

anacaldas3@yahoo.com

93 401 32 15